Observatório dos Seguros de Saúde divulga resultados do 3.º Inquérito à População
O Observatório dos Seguros de Saúde divulga os resultados do 3.º Inquérito à População, que analisa o mercado e as práticas de consumo dos seguros de saúde em Portugal.
Em 2025, analisou-se a percentagem de comparticipação das despesas dos inquiridos que recorreram a hospitais, clínicas ou consultórios privados. Os resultados mostram que, para a maioria dos inquiridos, os serviços de saúde privados estiveram cobertos pelos seguros de saúde, destacando-se os episódios de urgência e as consultas de medicina geral e familiar, com níveis de comparticipação de 88% e 86%, respetivamente.
As consultas de medicina dentária apresentam o nível de comparticipação mais reduzido (65%), apesar de serem o serviço mais utilizado (71% dos inquiridos realizou pelo menos uma consulta). Este resultado poderá justificar-se pelo facto de, em alguns casos, o seguro funcionar através de mecanismos de reembolso das despesas efetuadas.
Na comparação com o ano anterior, destaca-se, ainda, um ligeiro aumento dos inquiridos com seguro de saúde há menos de 1 ano (11%, com um aumento de 1,5 pontos percentuais), o que poderá ser demonstrativo de algum dinamismo do sector, com a entrada de novos consumidores.
Da análise aos restantes dados não se observam alterações significativas em relação aos exercícios anteriores, como confirmam os dados seguintes:
- Mais de metade dos inquiridos declara beneficiar de algum seguro de saúde (33%) ou subsistema complementar de saúde (21%) ou plano de saúde (14%), o que evidencia que as práticas de consumo de saúde se mantiveram idênticas às observadas em 2024.
- A cobertura por seguro de saúde mantém uma forte associação a fatores sociodemográficos, sendo mais prevalente junto dos inquiridos mais jovens, com níveis de escolaridade mais elevados e com maior rendimento mensal líquido do agregado familiar.
- A dificuldade em aceder aos serviços do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continua a ser a principal motivação para a contratação de um seguro de saúde (36% dos inquiridos).
- A cobertura de seguro de saúde estende-se ao agregado familiar em metade dos casos (50%), sendo os custos suportados exclusivamente pelo próprio ou por membro do seu agregado familiar em 52% das situações e pela entidade empregadora em 39%.
- No caso dos seguros, cujos custos são suportados exclusivamente pelo próprio ou por membro do seu agregado familiar, o valor médio mensal pago pelo próprio ou por membro do seu agregado familiar situa-se nos 102 euros (incluindo o agregado familiar), não se registando variações significativas face ao ano anterior.
- Os níveis de satisfação, qualidade global e confiança nos seguros de saúde mantêm-se elevados, (8,0 pontos, numa escala de 1 a 10).
Sobre o 3.º Inquérito à População
O 3.º Inquérito à População foi realizado entre novembro e dezembro de 2025 à população residente em Portugal com idade igual ou superior a 18 anos, utilizando uma amostra constituída por 800 inquiridos, o que corresponde a uma margem de erro para a proporção de 3,5 pontos percentuais.
O questionário aplicado inclui 70 questões que se distribuem por três temas principais: (i) as práticas de consumo de seguros de saúde; (ii) a acessibilidade a prestadores de cuidados de saúde; e (iii) a satisfação com os sistemas de financiamento (SNS e seguros de saúde).
A recolha de dados foi efetuada através de entrevistas telefónicas, suportadas por sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interview). A duração média de resposta ao questionário foi, aproximadamente, de 12 minutos.
Sobre o Observatório dos Seguros de Saúde
O Observatório dos Seguros de Saúde resulta de um Acordo de Cooperação celebrado entre a ASF e a Universidade Nova de Lisboa.
É um espaço dedicado em permanência ao conhecimento detalhado e ao acompanhamento do mercado dos seguros de saúde, apresentando um conjunto de indicadores e métricas atualizados periodicamente e organizados em quatro eixos de análise: estrutura, dimensão, funcionamento e caracterização do mercado de seguros de saúde.
Advisory Board do Observatório dos Seguros de Saúde
Em 2024, foi criado o Advisory Board do Observatório dos Seguros de Saúde, com o objetivo reforçar e aperfeiçoar a informação publicada nesta plataforma, através da recolha, consulta e partilha de distintas perspetivas dos seus Membros.
São atualmente membros do Advisory Board a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), a NOVA Information Management School da Universidade Nova de Lisboa e oito individualidades de reconhecida idoneidade, independência e competência em matérias abrangidas pelo Observatório dos Seguros de Saúde, nomeadamente saúde, seguros de saúde e economia da saúde.
No passado dia 20 de março realizou-se a 3.ª reunião deste órgão consultivo, a qual se iniciou com o ponto de situação das principais iniciativas que a ASF tem vindo a desenvolver no âmbito do programa da melhoria da qualidade da regulação e da eficácia da supervisão dos seguros de saúde, e que englobam, nomeadamente, as Recomendações n.º 1/2025, de 8 de abril, relativas à diferenciação entre “planos de saúde” e seguros de saúde, e a Circular n.º 6/2025, de 3 de junho, relativa às “condições padrão” do seguro de saúde.
Foi também abordada a atualização do Observatório dos Seguros de Saúde com a divulgação dos dados resultantes do 3.º Inquérito à População portuguesa.
Consulte os Resultados do 3.º Inquérito à População aqui.
Aceda ao Portal dos Seguros de Saúde e ao Observatório dos Seguros de Saúde.
Acompanhe toda a informação sobre este e outros temas nas redes sociais Facebook e Instagram.